Conhecer o tipo de sua pisada pode ser um primeiro passo para render mais nos exercícios físicos e evitar lesões.
Já parou para pensar que o jeito com que você pisa influencia diretamente a sua disposição e o seu rendimento em tarefas cotidianas ou ainda em práticas esportivas? O gerente da Academia Alternativa, de Porto Alegre, Rodrigo Dias, explica que o estilo da pisada pode ter influência também na nossa saúde e que é preciso estar atento a qualquer desconforto.
— A pisada poderá influenciar com maior frequência o atleta corredor, por este estar mais propício à lesão pelo alto nível e intensidade de treinamento. Mas, não só o atleta, como também pessoas que não praticam atividades físicas podem ter desconforto na sua pisada — alerta.
Para evitar que a sua pisada possa trazer problemas de saúde, Dias dá alguns conselhos.
— É essencial que, além da escolha correta do calçado, seja trabalhado um reforço muscular específico com um educador físico e também seja feito um acompanhamento com um Ortopedista — esclarece.
Segundo Dias, é essencial conhecer a sua pisada para que você compre o tipo ideal de calçado para o seu pé.
— O tipo de pisada poderá influenciar na escolha do calçado, pois não podemos escolher o calçado pela marca ou beleza e sim pela funcionalidade. Atualmente, algumas lojas utilizam um aparelho específico para determinar qual o tipo de calçado mais indicado para cada pessoa — diz.
Segundo o profissional, no entanto, não é possível mudar o tipo de pisada.
— Por mais que tentássemos forçar para outro tipo de pisada, automaticamente voltaríamos a pisar da maneira habitual. Pois este comportamento já faz parte da nossa estrutura corporal — explica.
Contudo, é possível e extremamente comum nas academias trabalhar para evitar lesões de acordo com o tipo de pisada.
— Existem exercícios e alongamentos específicos para cada tipo de pisada, para segurança do aluno, um profissional de Educação Física, especializado em corrida, é o profissional indicado e apto a prescrever esses exercícios — afirma.
Dias explica que há três tipos diferentes de pisadas: a pronada, a neutra e a supinada
:: Pronada
Uma pessoa tem a pisada pronada quando, ao pisar, toca o solo com a parte externa do calcanhar e em seguida, rola o pé excessivamente para dentro. A pisada pronada, portanto, acusa um pé excessivamente para dentro. O formato da planta do pé tem pouca ou nenhuma curvatura. Os pronadores devem usar um tipo de tênis que normalmente possui a parte interna da entressola mais dura e/ou reforçada. Isso para restringir a mobilidade medial excessiva e dar estabilidade para a pisada.
:: Neutra
A pisada neutra começa no lado externo do calcanhar e movimenta o pé ligeiramente para dentro. Ela é consequência de uma planta com um arco que vai até a metade da altura do pé. O tipo de tênis mais adequado é o que apresenta um bom sistema de amortecimento de impacto.
:: Supinada
A pisada supinada é aquela que iniciam a pisada na borda externa do calcanhar e esta continua na mesma linha. A pisada supinada, ou para fora, é o tipo mais raro e o mais danoso. Neste caso, o arco da planta do pé fica extremamente elevado e apenas a linha externa do pé toca o chão.
Esse formato faz com que o pé aterrisse de forma rígida no solo, distribuindo muito mal o impacto gerado pelas passadas. Por isso, o supinador precisa usar um tênis com entressola dotada de um eficiente sistema de absorção de impacto, que amorteça consideravelmente suas passadas.
Descubra seu tipo de pisada
Para descobrir qual é o seu tipo de pisada de uma maneira simples, faça um teste conhecido como o teste do pé molhado. Borrife água na sola do pé e pise em uma toalha de papel ou numa folha de papel sulfite. Compare com as descrições acima e você irá conhecer o tipo da sua pisada.
Fonte: Zero Hora.
Este blog foi criado com o intuíto de divulgar os benefícios de um bom tênis, mostrando que este acessório, além da função básica, que é de proteção, pode auxiliar no conforto e complementar o look dando um up no visual.
domingo, 27 de novembro de 2011
Qual o seu tipo de pisada?
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
TIPOS DE PÉS
Esta postagem não pretende ser uma explicação exaustiva das diferentes formas de avaliar os pés, nem substituir um diagnóstico de um profissional qualificado, pretende-se apenas apresentar uma versão simplificada sobre um assunto complexo.
A Classificação dos tipos de pés:
Existem diferentes métodos de classificar a tipologia de um pé, não apenas pela sua aparente estrutura, mas cultura, origem étnica, profissão etc, todos têm servido ao longo da história como métodos de classificação dos membros inferiores. (Scherer and Morris, 1996).
Cedo se tentou ligar diferentes tipologias de pés com variações no seu comportamento e/ou patologias.
Com esta página o autor pretende reunir alguns dos modelos ou paradigmas de explicação e funcionamento do pé Humano
Classificação Morfológica dos pés
Desde 1845 Durlacher, Hugh Owen Thomas em 1874 e Dr Mathias Scholl 1899, que se tenta classificar a tipologia dos pés, essencialmente pela sua aparência morfológica.

Depois de se fazer uma pedigrafia ou outra técnica para obter uma impressão do pé em estático, procede-se à avaliação da mesma:
Dividindo a impressão desde o segundo dedo até ao centro do calcanhar (1) encontramos o lado medial e lateral do pé, em seguida divide-se a imagem ao centro no plano transversal (2).
A superfície correspondente ao meridiano 2 de volume do pé designa-se por istmo (A) , que deve possuir um tamanho igual a ⅓ da zona mais larga (B) do pé (metatarsos), ou seja A x 3 = B (pé "normal"), caso A x 3 = > B, estamos perante um pé plano, caso A x 3 = < B, estamos na presença de um pé cavo
Vantagens deste tipo de classificação:
Pela primeira vez criou-se um sistema de tipificar os tipos de pés, de forma a identificar patologias comuns e formas de tratamento.
Mais ou menos simples de avaliar, não é necessária tecnologia dispendiosa.
Problemas deste tipo de classificação:
Baseia-se em observação e no critério mais ou menos objetivo/subjetivo do observador
Trata-se de uma metodologia de classificação estática com dificuldade de relacionar com o comportamento dinâmico /Funcional do pé.
Classificação Funcional dos pés:
Modelo de Root:
Nos anos 70 alguns investigadores Norte Americanos liderados pelo "Pai" da biomecânica moderna o Dr Merton L. Root estudaram o pé determinado um posicionamento "normal" ou neutro da articulação subastragalina e os desvios do padrão apresentando as raízes da classificação moderna:

Antepé Varus-Valgus
Retropé Varus-Valgus
Pé Neutro
Equinus
Vantagens deste tipo de classificação:
Baseia-se numa metodologia científica e não no critério mais ou menos objetivo do observador, ou aparência externa do pé.
Trata-se de uma classificação mecânica funcional e não puramente morfológica.
Problemas deste tipo de classificação:
Difícil de classificar e entender para leigos.
Demora muito tempo a fazer um exame.
Modelo Kirby:
Kevin A. Kirby, DPM Professor do departamento de Biomecânica da California School of Podiatric Medicine, tendo sido aluno de Root, o Dr Kirby é reconhecido como um dos grandes investigadores em podologia biomecânica.
O modelo de Kirby baseia-se no posicionamento dos eixos da articulação subastragalina nos planos sagital e transversico.
Baseando-se nas indicações de Manter e Root que o eixo da articulação deve apresentar cerca de 16º no plano sagital (imagem A), Kirby notou que este eixo varia entre a população, resultando nos tipos de pés com desvio Lateral (imagem C) ou medial (imagem B).
Como se diagnostica:
Com o paciente sentado, segurando o seu pé pela cabeça do 5º metatárso, explora-se o eixo, começando pelo extremo medial posterior.
Pressiona-se até que o pé não supine ou prone e marca-se esse ponto.
Repete-se o procedimento ao longo do pé.

Exemplo:

Imagem de pé com desvio medial
Vantagens deste tipo de classificação:
Classificação mais ou menos simples sem necessidade de recorrer a cálculos ou metodologia elaborados.
Problemas deste tipo de classificação:
Demora algum tempo a fazer um exame.
O exame tem que ser feito por um profissional de saúde qualificado.
Modelo Fuller
Dr Eric Fuller do California college of Podiatry.
Baseando-se no trabalho do Dr Kevin Kirby, o Dr Fuller estudou a relação entre o equilíbrio rotacional (modelo kirby) e os COP (center of pressure) utilizando para tal uma plataforma de pressões.

Segundo este modelo existem três tipos de pés:
Tipo I
COP desviado lateralmente do eixo da articulação subastragalina, tratando-se de um pé com um momento de pronação mais prolongado.
Tipo II
COP coincidente com o eixo da articulação subastragalina (definido por Fuller como "Pé equilibrado")
Tipo III
COP desviado medialmente do eixo da articulação subastragalina
Fuller sugere que este tipo de pé é extremamente raro, sendo o equinovarus um exemplo deste tipo de pé.
Vantagens deste tipo de classificação:
Classificação muito completa e precisa.
Problemas deste tipo de classificação:
É necessário recorrer a métodos de diagnóstico muito elaborados e caros.
Demora algum tempo a fazer um exame.
O exame tem que ser feito por um profissional de saúde qualificado.
Foot Posture Index
Em 1998 o Dr Anthony Redmond criou o Foot Posture Index (FPI) que se baseia nas seguintes premissas:
Avaliação do pé estático
O FPI não pretende substituir uma avaliação biomecânica.
Método Rápido, simples e sem a utilização de equipamento caro.
Trata-se de um método de classificação do pé baseado na quantificação da aferição de 6 pontos: Observação (4), palpação (1) e medição (1):
1.Palpação da cabeça do astrágalo
2.Verificação curvas superior/inferior do maleolo lateral
3.Posicionamento do calcâneo
4.Proeminência articulação astragalina
5.Aspecto arco medial
6.Abdução/adução do pé
A cada ponto mensurável o observador quantifica uma pontuação:
-2
-1
0
+1
+2
O resultado será a soma de todos os pontos atribuídos e traduz-se no seguinte:
-12 A -5 Altamente Supinado
-4 A -1 Supinado
0 A +5 Neutro
+6 A +9 Pronado
+ 10 A +12 Altamente Pronado
Vantagens deste tipo de classificação:
Trata-se de uma metodologia fortemente baseada em aspetos morfológicos mensuráveis ou quantificáveis do pé, pelo que se torna fácil de utilizar.
Método repetível e facilitador da comunicação entre profissionais uma vez que os resultados são apresentados em pontos.
Problemas deste tipo de classificação:
Continua a ser uma metodologia fortemente baseada em aspetos morfológicos e não mecânicos ou funcionais.
Modelo Demp
O Dr Philip H. Demp é um podologista e matemático que desenvolveu uma metodologia de classificação do pé baseada em modelos matemáticos, segundo o Dr Demp um amigo matemático influenciou-o na sua investigação ao afirmar que " A matemática é uma ferramenta de precisão para qualquer disciplina que queira ser considerada ciência, incluindo a podologia".
O modelo de Demp implica fazer medições precisas da morfologia do pé, aplicando-lhe fórmulas matemáticas precisas, resultado uma figura geométrica que mostra o desvio do padrão.
Espera-se que este modelo possa vir a desempenhar um papel muito importante na cirugia podológica.

X and Y are the axes. The points 1, 2, 3, 4 and 5 produce the (x,y) coordinates. C is the conic curve.
Vantagens deste tipo de classificação:
Trata-se de uma metodologia fortemente baseada em aspetos morfológicos mensuráveis ou quantificáveis do pé, pelo que se torna muito credível e repetível.
Problemas deste tipo de classificação:
Método pouco prático para uma utilização regular
Conclusão:
Cada modelo ou paradigma possui mérito cientifico ou clínico, no entanto não existe nenhum que se sobreponha aos outros, pelo que é comum se utilizar terminologia e/ou classificações cruzadas de vários modelos.
CARACTERISTICAS E BENEFICIOS DOS CALÇADOS DESPORTIVOS
De que forma os componentes afetam a performance do calçado, vamos verificar as diferentes características e os benefícios dos componentes, vamos observar seis benefícios:
· 1-Amortecimento de impactos.
· 2-Estabilidade ou controle biomecânico.
· 3-Tração.
· 4-Durabilidade.
· 5-Flexibilidade.
· 6-Acomodação/conforto.
Os benefícios podem resultar de um ou mais componentes como iremos verificar nesta secção:
Amortecimento de impactos
O primeiro benefício é o amortecimento de impactos. Cada passada durante a prática desportiva pode produzir forças de impacto até cerca de dez vezes o peso do corpo do atleta, (estes valores variam muito dependendo de vários fatores entre eles o praticante e a atividade), estas forças multiplicadas passo a passo, hora a hora, poderão forçar o sistema muscular e/ou esquelético do praticante.
Componentes como a sola intermédia (e alguns tipos de solas e palmilhas) são projetados e aplicados de forma a amortecerem e dispersarem estas forças evitando assim, que sejam prejudiciais ao corpo.
Amortecimento de impactos da sola intermédia:
A sola intermédia é o elemento mais importante de amortecimento de impactos, existem diversos materiais e tecnologias utilizados no fabrico das solas intermédias para amortecer os impactos:
· E.v.a. (tanto o cortado como o moldado)
· Poliuretano
· Tecnologias colocadas na sola intermédia como:
1. -Nike-AIR
2. -Reebok Hexalite
3. -Reebok DMX
4. -Asics Gel
5. -Saucony Grid
6. -etc.
Amortecimento de impactos na sola:
A sola é um componente que também pode contribuir para o amortecimento de impactos, especialmente se for borracha expandida devido ao facto de ser um tipo de sola mais fofa, no entanto quanto mais macio for a sola mais rápido se desgastará.
Amortecimento de impactos na palmilha:
Outro componente que também contribui para o amortecimento de impactos é a palmilha, pois são normalmente feitas em E.V.A. ou P.U.
Estabilidade ou controle biomecânico
O excesso de movimentos durante o ciclo, pode produzir forças mediais (dentro) ou laterais (fora) muito poderosas. Essas forças combinadas com o impacto vertical produzem um efeito de torção, efeito esse, que por stress poderá causar danos nos pés, tornozelos, joelhos e anca.
Este movimento lateral ou medial é o maior causador das lesões na prática desportiva.
Os componentes que afetam a estabilidade ou controle biomecânico do sapato são:
· Estrutura superior (muitas possuem apoio extra)
· Contraforte
· Sola intermédia, sendo moldada ou possuindo várias densidades para estabilização.
· Dispositivos antipronação.
· Sola (quando sobe lateralmente de forma a estabilizar)
· Formato
· Construção, que tal como o formato também determina a estabilidade final do sapato.
Tração
A tração ou a capacidade de agarrar a superfície é outra das características que vamos falar. O design e os materiais usados na sola afetam o grau de tração do sapato. Para melhor compreender vamos ver um exemplo como a tração é importante vamos verificar como as necessidades de tração variam dentro do mesmo desporto.
As botas de futebol (vulgo "chuteiras") utilizam pitons de P.U. ou borracha, colocados em formas geométricas específicas. Este tipo de sola é o indicado para as necessidades de tração em campo pelados ou com relva seca, os pitons substituíveis encontram-se indicados para responder ás necessidades de tração das superfícies relvadas mais macias.
Os sapatos de futebol de salão por seu lado utilizam borracha de látex para oferecerem melhor tração nos pisos de salão, por estes exemplos, podemos verificar que existem muitas necessidades de tração específicas e várias soluções.
Durabilidade
O componente mais ligado ao fator durabilidade é a sola. o conjunto: sola e estrutura superior determinam por vezes, a durabilidade do sapato. o material e o design específico, determinam a durabilidade geral do sapato.
Outro componente que afeta a durabilidade geral do sapato é a sola intermédia na medida em que quanto mais denso for o material, maior será a durabilidade geral do sapato. a utilização de tecnologias de amortecimento de impactos também contribui para o aumento da durabilidade da sola intermédia e do sapato.
Flexibilidade
A flexibilidade também é importante, um sapato desportivo deve fletir na zona mais larga sem muito esforço.
Os componentes que afetam a flexibilidade são:
· A sola intermédia (por vezes possui canais de flexão)
· A construção do sapato (a cosida e a combinada oferecem maior flexibilidade)
· O formato do sapato (mais curvo é mais flexível)
· A sola (materiais mais fofos são mais flexíveis)
Acomodação/conforto
A acomodação é o benefício mais importante devido ao facto de influenciar a biomecânica do movimento, um sapato mal acomodado pode causar problemas de : bolhas , joanetes, dedos em malha, etc.
Existem alguns mitos relativamente à acomodação/conforto como por exemplo:
Os sapatos de desporto alargam.
(não é verdade só alargam se os pés forçarem e, se o pés forçarem, significa que não estão bem acomodados).
Na atividade desportiva, devido aos impactos repetidos e ao calor os pés tendem a expandir e alargar, devemos por isso recomendar uma folga igual à largura da unha do dedo polegar aos clientes. o pé deverá assentar na zona mais larga do sapato sem sair para os lados, no entanto o cada um terá sempre a última palavra.
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